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Quanto é o valor do salário mínimo na Argentina?

05 Jan 2022 - Categoria: Blog /
salario minimo argentina

Em setembro de 2021, o Ministério da Economia argentino anunciou um aumento do salário mínimo na Argentina, acima do previsto em abril — de 35% para 52,7% —, com o objetivo de aumentar o poder aquisitivo dos trabalhadores.

Devido aos altos níveis de inflação que atingem o país, é complicado responder a questão "qual é o valor do salário mínimo na Argentina?", pois ele é reajustado constantemente — tanto é que o governo subiu ainda mais o aumento previsto, já que a inflação também cresceu mais do que o esperado este ano —, além de ser progressivo. Isto é, o salário mínimo não aumenta do dia para a noite. Pelo contrário, a transição dura vários meses.

Com o último aumento progressivo anunciado, o salário mínimo da Argentina em pesos chegará a 33 mil (aproximadamente R$ 1.845 ou 285 euros). Esse será o valor que utilizaremos para analisar o custo de vida na Argentina e compará-lo ao brasileiro e ao português.

Resumo

Custo da vida argentina

Mais do que o valor do salário, o importante é saber qual é o custo da vida argentina e, portanto, o poder de compra que o salário mínimo na Argentina garante.

Até setembro, quando o reajuste foi anunciado, os preços dos produtos de consumo aumentaram em 32,3% e o governo projetava que esse aumento chegasse a 45,1% até o fim do ano.

Além disso, o novo salário mínimo ainda ficaria abaixo da atual cotação da cesta básica familiar de alimentos e serviços do país, que é de 68.359 pesos (R$ 3821, 591 euros ou 670 dólares, aproximadamente).

Em termos concretos: quanto custa 1 kg de carne na Argentina, por exemplo? Nos supermercados, os cortes de carne bovina têm um preço mais alto nos supermercados, com uma média de 115 dólares ou 11.716 pesos, do que comparado com os preços cobrados por açougues de bairro da capital, Buenos Aires. Já a carne de churrasco, muito popular na Argentina, tem um preço mais baixo em supermercados, a cerca de 34 dólares o quilo ou 3.464 pesos o quilo.

Com relação à moradia, de acordo com o site Expatistan, um aluguel mensal de 85m² de acomodação mobiliada em uma área de classe média já supera o valor do salário mínimo, custando cerca de 33.465 pesos.

Já o aluguel mensal de um estúdio mobiliado de 45m² numa área de classe média custa 23.578 pesos, apenas 10 mil pesos a menos do que o salário mínimo da Argentina.

Aliás, de acordo com o mesmo site, a capital, Buenos Aires, é a segunda cidade com o custo mais alto de vida do país, depois de Corrientes.

Comparação com o custo de vida brasileiro

A previsão é de que o salário mínimo brasileiro subiria dos atuais R$ 1.000 para R$ 1.210,44 em 2022, reajustado de acordo com a inflação.

Só neste ano, a cesta básica para uma família de quatro pessoas atingiu os R$ 5.969,17, quase seis vezes mais do que o atual salário mínimo. E a estimativa é de que os custos mensais de uma família de quatro pessoas seja de aproximadamente R$ 10.730.

Vale ressaltar, que a cesta básica familiar argentina é pouco mais que duas vezes o preço do salário mínimo argentino. No entanto, apesar dessa diferença, segundo o site Expatistan, o custo da vida argentina é praticamente o mesmo do custo de vida brasileiro.

Ainda que a cesta básica seja, em teoria, mais acessível, o custo da alimentação na Argentina é 20% mais caro do que no Brasil; já o custo das roupas é 34% mais caro, e o custo de lazer é 7% mais caro do que no Brasil. Em compensação, o custo de moradia é 9% mais barato; o de transporte, 19% mais barato; e o de cuidados pessoais, 3% mais barato.

Comparação com o custo de vida português

Em Portugal, o salário mínimo gira em torno dos 740 euros. É um dos mais baixos da Europa, porém, de alto rendimento. A cesta básica familiar, por exemplo, não chega aos 90 euros. Ou seja, exigindo pouco mais de 12% do salário do trabalhador português. Por outro lado, os custos mensais estimados para uma família de quatro pessoas chega a quase três mil euros.

Mesmo assim, Portugal é considerado o segundo país mais barato da Europa Ocidental, mas mais caro do que 59% dos países do mundo.

Assim, no que diz respeito ao custo de vida, a Argentina é mais barata do que Portugal em todos os aspectos: alimentação, moradia, lazer, etc. O Expatistan destaca a moradia, onde os aluguéis são, em geral, 58% mais baratos; o transporte, 41% mais barato; e os cuidados pessoais, também 41% mais baratos.

A título de comparação, o custo de vida em Lisboa, a capital portuguesa, é 51% mais caro do que em São Paulo — a cidade com o custo de vida mais alto do Brasil, de acordo com o Expatistan —, e 55% mais caro do que o custo de vida no Rio de Janeiro — a segunda cidade mais cara do Brasil.

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